O Cooptech Crédito 2026 deixou uma mensagem clara para o cooperativismo financeiro brasileiro: a transformação digital já não é mais uma escolha. O grande desafio agora é entender como crescer com eficiência, dados, automação e inteligência artificial sem perder a essência cooperativista.
Realizado nos dias 20 e 21 de maio de 2026, no Amcham Business Center, em São Paulo, o evento trouxe como tema central “A gestão do equilíbrio: essência e resultados na era digital”, e reuniu lideranças de cooperativas de crédito, especialistas em inovação, executivos do mercado financeiro e empresas de tecnologia para debater como o setor pode evoluir em escala sem perder aquilo que o diferencia: proximidade, confiança e foco no cooperado.
Nesse contexto, a Lecom participou do Cooptech Crédito 2026 ao lado da sua parceira Nexum Tecnologia, especialista no segmento cooperativista. Juntas, as empresas levaram ao evento uma visão prática sobre como a tecnologia pode ser utilizada para melhorar a performance das cooperativas, conectando automação de processos, integração entre áreas, governança, rastreabilidade, inteligência operacional e experiência do cooperado.
Além da presença com stand para relacionamento, troca de experiências e apresentação de soluções ao mercado cooperativista, também reforçaram sua atuação conjunta em projetos que apoiam cooperativas em jornadas de modernização operacional. Atualmente, Lecom e Nexum atendem juntas mais de 50 cooperativas no Brasil, com foco em eficiência operacional, controle, governança e melhoria da experiência dos cooperados. Com isso, a Lecom é a principal plataforma de automação utilizada pela cooperativas do país.
A participação também incluiu o painel “Desafios do cooperativismo: como a tecnologia, como meio, pode melhorar a performance”, mediado por Rodrigo Junqueira, CEO da Nexum Tecnologia, com participação de Daniel Cunha e Maurício Chaves Bartocci, ambos também especialistas em cooperativas. O debate aprofundou um dos principais dilemas do setor: como usar tecnologia, dados, automação e inteligência artificial para escalar operações, aumentar produtividade e fortalecer a tomada de decisão sem descaracterizar a essência cooperativista.
O que o Cooptech Crédito 2026 mostrou sobre o futuro das cooperativas?
O Cooptech Crédito 2026 consolidou uma mudança importante de maturidade no setor: as cooperativas de crédito já não discutem apenas “se” devem se transformar digitalmente. A pergunta passou a ser como usar tecnologia para gerar resultado real sem descaracterizar o modelo cooperativista.
Essa leitura apareceu em diferentes temas do evento: inteligência artificial aplicada ao negócio, Open Finance, crédito inteligente, prevenção a fraudes, eficiência operacional, experiência do cooperado, principalidade e governança.
O Sistema OCB também destacou que o Cooptech Crédito 2026 debateu exatamente esse equilíbrio entre tecnologia, inovação e proximidade com o cooperado, em meio a discussões sobre inteligência artificial, Open Finance, segurança digital e transformação tecnológica.
Para Mary Losilla, Gerente de Estratégia Comercial e Performance da Nexum Tecnologia, o evento evidenciou uma nova etapa do cooperativismo financeiro.
“O Cooptech mostrou que as cooperativas chegaram a uma fase muito mais madura da transformação digital. O debate não está mais restrito à adoção de ferramentas, mas à capacidade de usar tecnologia para melhorar performance, fortalecer a gestão e preservar a proximidade com o cooperado”, afirma Mary Losilla, Gerente de Estratégia Comercial e Performance da Nexum Tecnologia.
Essa visão dialoga diretamente com o posicionamento da Nexum: conectar conhecimento profundo do cooperativismo com tecnologia aplicada à operação. Em parceria com a Lecom, esse modelo permite apoiar cooperativas em jornadas de digitalização mais estruturadas, sustentáveis e alinhadas à realidade do setor.
Por que a tecnologia virou prioridade para cooperativas de crédito?
O cooperativismo brasileiro vive um momento de crescimento expressivo. Segundo o Sistema OCB, o país chegou a 25,8 milhões de cooperados em 2024, reunidos em 4.384 cooperativas, com mais de 578 mil empregos diretos e R$ 757,9 bilhões em ingressos.
No cooperativismo de crédito, os números também mostram protagonismo. De acordo com o Banco Central, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo encerrou 2024 com R$ 885,3 bilhões em ativos totais, crescimento de 21,1% no ano, além de 19,2 milhões de cooperados, presença em 58% dos municípios brasileiros e mais de 10 mil unidades de atendimento.
Esse crescimento aumenta a relevância das cooperativas no sistema financeiro, mas também amplia a complexidade operacional. Mais cooperados, mais produtos, mais canais, mais exigências regulatórias e mais dados tornam inviável continuar escalando com processos manuais, baixa integração entre sistemas e pouca visibilidade sobre gargalos.
É nesse ponto que a tecnologia é fundamental. A Lecom atua justamente como plataforma de hiperautomação e gestão de processos, conectando fluxos, dados, áreas e sistemas para dar mais controle, rastreabilidade, eficiência e escalabilidade às operações.
Como a Lecom e a Nexum ajudam cooperativas a escalar sem perder a essência?
A parceria entre Lecom e Nexum representa a combinação entre dois elementos essenciais para o momento atual das cooperativas: tecnologia robusta e especialização setorial.
Enquanto a Lecom oferece uma plataforma voltada à automação, orquestração, integração e análise de processos, a Nexum contribui com conhecimento específico sobre a dinâmica das cooperativas, seus fluxos, sua governança, suas áreas de negócio e seu relacionamento com o cooperado.
Essa união é especialmente relevante porque a inovação no cooperativismo não pode ser tratada como simples substituição de etapas manuais por ferramentas digitais. É preciso mapear fluxos, entender gargalos, padronizar rotinas, integrar sistemas, definir responsabilidades, acompanhar prazos e gerar indicadores confiáveis para a gestão.
Para Rafael Silva, Diretor de Marketing e Expansão da Lecom, esse é um dos principais pontos da automação no setor.
“Em muitos projetos, o desafio não está apenas em digitalizar uma etapa, mas em organizar a forma como as áreas trabalham entre si. Cooperativas têm operações distribuídas, alto volume de demandas e necessidade constante de governança. A automação ajuda justamente a dar visibilidade a esse fluxo: o que foi solicitado, por quem, em que etapa está, qual o prazo e onde estão os gargalos. Esse nível de gestão tem impacto direto na eficiência da operação e na experiência do cooperado”, afirma Rafael Silva, Diretor de Marketing e Expansão da Lecom.
Esse posicionamento reforça a proposta da Lecom como tecnologia referência para cooperativas que desejam crescer com mais controle, previsibilidade e performance.
Qual foi a participação da Lecom e da Nexum no Cooptech Crédito 2026?
A participação da Lecom e da Nexum no Cooptech Crédito 2026 reforçou a proximidade das empresas com o ecossistema cooperativista. O evento reuniu lideranças, especialistas, cooperativas e fornecedores de tecnologia para discutir caminhos práticos para o futuro do setor.
Durante o evento, Lecom e Nexum também participaram do painel “Desafios do cooperativismo: como a tecnologia, como meio, pode melhorar a performance”, mediado por Rodrigo Junqueira, CEO da Nexum Tecnologia, com participação de Daniel Cunha e Maurício Chaves Bartocci.
O debate trouxe uma provocação central para o setor: tecnologia não deve ser vista como fim, mas como meio para melhorar a performance, organizar processos, gerar eficiência, integrar dados e sustentar o crescimento das cooperativas sem perder a proximidade com o cooperado.
Essa abordagem está alinhada à própria proposta do Cooptech Crédito 2026, que colocou no centro da agenda o desafio de aplicar tecnologia e ganhar competitividade sem perder o toque humano do cooperativismo.
Como a inteligência artificial está ajudando as cooperativas?
A inteligência artificial foi uma das pautas mais recorrentes do Cooptech Crédito 2026. O tema apareceu em discussões sobre análise de crédito, atendimento, automação operacional, prevenção a fraudes, produtividade interna, hiperpersonalização e copilots para equipes.
Mas o ponto mais importante não foi apenas o avanço da IA. Foi a forma como ela precisa ser aplicada no cooperativismo.
Diferentemente de modelos puramente digitais, as cooperativas têm uma proposta baseada em relacionamento, confiança e presença. Por isso, a IA não pode desumanizar o atendimento. Ela precisa ampliar a capacidade da cooperativa de entender, antecipar e atender melhor o cooperado.
Na prática, isso significa usar inteligência artificial para:
- identificar gargalos operacionais;
- apoiar decisões de crédito com mais dados;
- automatizar tarefas repetitivas;
- melhorar o atendimento;
- reduzir falhas;
- criar agentes de IA que facilitam o dia a dia das cooperativas;
- acelerar análises;
- personalizar jornadas;
- liberar equipes para atividades mais consultivas.
O BR Cooperativo também apontou que o Cooptech Crédito 2026 mostrou uma evolução do debate sobre IA, que saiu de um discurso genérico para aplicações mais específicas em agentes inteligentes, automação, análise de dados e soluções customizadas.
Para cooperativas, isso significa que IA e automação devem trabalhar juntas. A automação organiza o fluxo, define etapas, integra sistemas e garante rastreabilidade. A IA amplia a capacidade analítica, apoia decisões e ajuda a transformar dados em ações.
Por que crédito inteligente virou prioridade no cooperativismo financeiro?
O crédito foi um dos temas mais estratégicos do evento. Em um ambiente de juros elevados, pressão sobre inadimplência, maior seletividade e necessidade de controle de risco, cooperativas precisam evoluir suas esteiras de crédito.
O desafio já não é simplesmente aprovar mais rápido. É aprovar melhor.
Isso exige dados integrados, visão 360º do cooperado, motores de decisão, análise preditiva, automação de esteiras, rastreabilidade e governança. Para o cooperado, a jornada precisa ser mais simples, fluida e transparente. Para a cooperativa, o processo precisa ser seguro, controlado e eficiente.
A Lecom e a Nexum atuam justamente nesse ponto ao apoiar a estruturação de fluxos como concessão de crédito, análise de crédito, abertura de contas, cadastro, seguros, consórcios, solicitações internas e rotinas administrativas de backoffice. Esses processos costumam envolver múltiplas áreas, alto volume de informações, necessidade de rastreabilidade e impacto direto na agilidade do atendimento.
Com processos automatizados e integrados, a cooperativa ganha mais previsibilidade: sabe onde cada solicitação está, quais etapas foram cumpridas, quem é responsável por cada ação, quais prazos estão em risco e onde estão os gargalos.
Esse nível de gestão é essencial para escalar com segurança.
O que Open Finance e dados têm a ver com principalidade do cooperado?
Outro tema forte do Cooptech Crédito 2026 foi a busca pela principalidade. Cooperativas de crédito não querem mais ser lembradas apenas no momento do crédito. Elas querem ampliar o relacionamento financeiro com o cooperado, oferecendo uma experiência mais completa, com seguros, investimentos, consórcios, adquirência, serviços integrados e jornadas digitais mais fluidas.
Para isso, dados são essenciais.
O Open Finance abre espaço para uma relação mais inteligente com o cooperado, mas também exige maturidade tecnológica. Muitas cooperativas ainda enfrentam desafios como sistemas legados, baixa integração, dados dispersos e dificuldade de transformar informações em decisões.
A tecnologia, nesse contexto, precisa atuar como ponte entre dados e ação. Não basta coletar informações. É preciso conectar sistemas, organizar processos, acompanhar indicadores e transformar dados em oportunidades concretas de relacionamento, atendimento, crédito e oferta.
É aqui que automação, integração e inteligência operacional se tornam decisivas. A cooperativa que conhece melhor o cooperado consegue antecipar necessidades, personalizar ofertas e fortalecer o vínculo de confiança.
Como a automação melhora a experiência do cooperado?
No cooperativismo, experiência não se resume a interface digital. Ela envolve agilidade, clareza, confiança, proximidade e capacidade de resposta.
Quando um processo depende de e-mails, planilhas, aprovações manuais e sistemas desconectados, o cooperado sente os efeitos: demora, retrabalho, falta de previsibilidade e dificuldade de acompanhamento.
A automação inteligente muda essa lógica. Ela permite que processos sejam padronizados, acompanhados e otimizados de ponta a ponta. Isso reduz falhas, acelera respostas e dá mais clareza para equipes e lideranças.
Entre os ganhos mais relevantes estão:
- redução de retrabalho;
- padronização de fluxos;
- maior rastreabilidade;
- integração entre áreas;
- acompanhamento de prazos;
- visão sobre gargalos;
- aumento da produtividade;
- melhoria da experiência do cooperado.
Em projetos apoiados pela Lecom e pela Nexum, os resultados demonstram o impacto prático dessa abordagem: na Sicoob Credifor, a jornada foi direcionada especialmente à busca por mais transparência, governança e agilidade em processos como concessão de crédito, abertura de contas, consórcio e seguros. Além disso, uma redução média de 45% no tempo de resposta aos associados, mais de 50 processos digitalizados e automatizados, ganho médio de 60% em eficiência operacional e diminuição de cerca de 25% no volume de retrabalho.
Outro exemplo é a Sicoob Nova Central, que contou com apoio da Lecom e da Nexum para padronizar fluxos críticos após a união entre as duas centrais cooperativas. Com a automação dos processos, a cooperativa registrou economia de mais de 26 horas de trabalho por dia, além de aprovações 100% digitais, rastreabilidade ponta a ponta e impacto em mais de 279 mil cooperados.
Já na Sicoob Credicitrus, a automação foi aplicada para melhorar a integração entre matriz e postos de atendimento, reduzir dependência de e-mails e planilhas e ampliar a rastreabilidade das solicitações. Após seis meses de implantação, foi registrada uma redução de 60% no tempo de resposta aos associados, eliminação de mais de 4.500 mensagens de e-mail, realocação média de três horas por dia e economia equivalente a 148 dias úteis de trabalho no semestre.
Esses números reforçam que a automação não substitui a essência cooperativista. Pelo contrário, quando bem aplicada, ela libera as equipes para se dedicarem ao que mais importa: relacionamento, orientação e geração de valor para o cooperado.
O que as cooperativas devem priorizar em 2026?
O Cooptech Crédito 2026 mostrou que as cooperativas estão em uma fase mais madura da transformação digital. A prioridade não é apenas digitalizar rotinas, mas construir uma operação preparada para crescer.
Entre as frentes mais estratégicas para 2026 estão:
- IA aplicada à operação e ao relacionamento;
- automação de processos críticos;
- integração entre sistemas;
- crédito inteligente;
- análise de dados;
- Open Finance;
- principalidade do cooperado;
- eficiência operacional;
- governança;
- rastreabilidade;
- segurança digital;
- experiência do cooperado.
Esses temas apontam para uma mesma direção: cooperativas precisam escalar como instituições financeiras digitais, mas continuar sendo cooperativas na essência.
Isso significa entregar conveniência, velocidade e eficiência sem abrir mão de proximidade, confiança, relacionamento e impacto local.